carta aberta aos que sabiam

Aos 16 anos eu já sabia
O mundo é podre, quem diria
Eles se sentam à mesa e vivem de regalias
Comem crianças e criam pandemias

A inércia domina,
A roda gira
o sofrimento de antes rebobina
A história se repete quem diria

mesma cena, outra sina
E eu me pergunto olhando dessas ruína…
Deus observa isso la de cima
Ou ele simplesmente já não liga

 Mais quem sou eu pra falar senhor
Eu também sou mero observador
Deixa eu me explicar não e que eu aceite
o ajudante dessa chacina são todos aqueles

que pelo dispero do dinheiro
não enxerga o que esta no meio
Na porra da sua maca no seu telefone
Na Balanciaga já ta no nome

Na tecnologia que rende dinheiro
Explica porque tem tanta fome
Em meio a tantos pratos cheios
Resto de comida empilham baratas aos montes

 Corpos alvejados viram parte do seu lanche
E o seu dinheiro já não é mais tão seguro
Suas criptos vão fuder com mundo
Enquanto eles andam em carros bons

Playboy ordinarios fumam do marrom
Nos matam nos becos e nas vielas
Por pó tenha do cada um com suas mazelas
Como diz o brown quem sou eu pra fala de quem cheira de quem fuma

Tragam suas dores compare uma a uma
Traga sua seda e sua vela
 nos odeiam a muito antes desda época das caravelas
se acha que e de hoje isso já faz mau cota
eles sempre nos roubaram desde quando o ouro era moda 

infelizmente há mil razões
Ministros e políticos nas mansões
Fazendo aquilo que realmente são bons:
Fudendo uns aos outros e milhões

A inércia segue firme,
estamos presos numa roda-gigante
A história se repete mais nao como antes
Os viajantes do tempo não estão mais tão distantes

E eu só me pergunto em meio a essa situação:
Precisamos de um herói ou de um vilão?
Não dá mais tempo, é hora de se entregar
Vai levar um tempo mais vamos alcancar

Não dá mais tempo, é hora de chegar
Olha mais de perto quem vai sagrar
Não dá mais tempo, não adianta chorar
Já não e mais tao certo não se importar

Não dá mais tempo, isso aqui vai acabar
E so um momento ou esse pra sempre vai desmoronar
E eu, que só queria uma casa não tão fria
Uma geladeira cheia e uma mente não tão vazia
Hoje meu sonho é um pedaço de terra
Plantar umas uvas e uma ou duas ervas

Fazer um chá pra me acalmar
Dizer aquilo que penso
Me tornar menos e ter mais consenso
Fazer conexão — e não só lamentos
Somar sem subtrair, não elevar o tom, e sim os argumentos

Mas me diz: o que te faz feliz?
Sabendo de tudo, agora você vai rir?

Antes eu era louco, agora eu sou poeta
Profeta de boas novas — infelizmente só trago alertas
Me desculpe, eu tive medo, como todo bom rapaz
Acho que Deus soi voz… mas o que isso te traz?

Há mais arrependimentos ou é momentâneo?
Se sim, então vamos adiando
Mas quem é que tá sangrando?
Se não vê, se não viu, ou não ta se importando

É só momento… ou arrependimento?
Se for pra mudar, então muda por dentro
Mas me responde — sem fugir do argumento:

Quem tá sangrando?
Quem tá vendo?
Quem tá só se escondendo?
Quem que ta vendendo? 

Pros que ficaram, eu deixo essa pergunta:
Quem de nós… foi mais filho da puta?

Não dá mais tempo, pode apostar
Não dá mais tempo, e hora de parar
Não dá mais tempo, isso não vai mais adiantar
Não dá mais tempo, isso precisa acabar

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