terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Suposto portão do inferno

Tudo teria acontecido na Sibéria, em 1989, num lugar indeterminado e sem nome: perfuratriz encontra o inferno!

O lugar chamado Sibéria fica na Rússia, é muito frio e corresponde a cerca de 77% do seu território. (É lá que fica a cidade de Irkutsk, a cidade mais fria do mundo.)

Por motivos não esclarecidos na mensagem – se buscavam petróleo ou outra coisa –, eles usavam uma poderosa perfuratriz e já estavam com a broca a 14.000 metros de profundidade. De repente, a broca deixou de encontrar resistência e começou a girar livremente. Os geólogos da expedição imaginaram haver encontrado um bolsão oco: o centro da Terra.O Dr. Azzacove ou Azzacov, conforme a versão, cientista conhecido apenas pelo enorme buraco que teria cavado no chão da Sibéria, ficou surpreso com a descoberta.

Segundo o relato, aos 14.000 metros de profundidade a temperatura encontrada foi de 2.000 graus Fahrenheit (1.093 graus Celsius). Apesar de tanto calor, os cientistas conseguiram introduzir, através da sonda, um microfone e ficaram pasmos com o que escutaram

Ao analisar as fitas gravadas com os estranhos sons os cientistas ouviram gritos horríveis. Eram vozes pedindo água e misericórdia.
Mais "estudos" e logo eles interpretaram os sons como sendo gemidos e lamentos das almas dos ímpios, almas penadas, almas condenadas ao fogo eterno. E onde estariam essas almas penadas, condenadas, perdidas e recém-achadas?

Elementar, meu caro Watson: no inferno, é claro!

Que pedissem por misericórdia, até que seria coerente, pois misericórdia é um "sentimento doloroso causado pela miséria de outrem" (Caldas Aulete) e bem adequado ao estado em que as almas condenadas encontravam-se, mas pedir água?!

É estranho.

Água é coisa material e almas são, por definição, coisas incorpóreas e imateriais. Como poderiam elas sentir falta de coisa material, pedir água, sentir sede?

Tudo foi publicado por um conceituado (!) jornal finlandês de nome Ammennusatia, Ammennusastia ou Ammenusastia. Ao procurar no Google por esse famoso jornal, ele aparece apenas nas referências ao enorme buraco que teria chegado ao inferno.






A explicação cientifica diz que por ser oco e longe do solo manteve "aprisionado" ondas sonoras de uma época ao abrir o tal buraco os sons conseguiram "se libertar" e isso que causou o grande pânico.

Mas não é isso que os lamentos dizem . . .