sábado, 18 de dezembro de 2010

seita califórnia reverendo james warren jones

A seita californiana O Templo do Povo começou como uma instituição de caridade que possuía uma clínica médica e um programa de reabilitação de drogados. E terminou em suicídio coletivo em Jonestown, Guiana (em 1978), em que cerca de 900 seguidores tomaram uma mistura de suco de laranja com cianureto. O mais impressionante é que aqueles que se negaram a tomar a mistura foram assassinados a tiros. Como algo que começou trazendo tanta esperança às pessoas pode ter se tornado tão negativo? Existe muita especulação a respeito do que aconteceu aos membros do Templo do Povo, mas para a maioria, o que deu errado é o que normalmente acontece com a maioria das seitas destrutivas: a liderança.


Foto cedida por Getty Images
Don Hogan Charles / New York Times Co.

Reverendo Jim Jones, líder do Templo do Povo, e sua família em 1976


Foto cedida por Getty Images
David Hume Kennerly

Novecentos membros do Templo do Povo (incluindo mais de 200 crianças) mortas depois que Jones comandou um assassinato/suicídio coletivo em 1978

Primeiramente, muitas destas religiões são fundadas por uma única pessoa, que retém uma posição de poder exclusivo na organização e o poder tende a corromper até as pessoas mais éticas. No caso do Templo do Povo, existem provas de que seu líder, o reverendo James (Jim) Warren Jones, durante os anos 70, estava abusando de medicamentos que só são vendidos mediante prescrição médica e ficando cada vez mais paranóico. Pelo fato destes grupos operarem fora da sociedade, ninguém inspeciona seus procedimentos, portanto, um líder desonesto e mentalmente instável fica livre para explorar seus seguidores da maneira que bem entender. Além destaestrutura autoritária de liderança, ainda existem algumas características básicas em uma seita destrutiva: